Um estudo da University College of London (UCL) abre novas perspectivas para o estudo da memória. Publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa contradiz a ideia de que nossos cérebros usam diferentes mecanismos para formar memórias de longo e curto prazos, como se acreditava. O ponto de partida dos cientistas foi a observação do comportamento de pessoas com amnésia, condição que afeta a habilidade de recordar fatos ocorridos há mais de uma hora. Geralmente, o problema é causado por um dano no hipocampo, par de estruturas cerebrais nos lobos temporais.
Apesar de terem dificuldades para lembrar acontecimentos do dia anterior, pessoas com amnésia conseguem decorar um número de telefone. Isso levava à crença de que o hipocampo está relacionado somente com a memória de longo prazo. O estudo mostrou que é preciso reconsiderar essa hipótese.
Os pesquisadores estudaram pacientes com uma forma específica de epilepsia, chamada epilepsia do lobo temporal com esclerosebilateral do hipocampo. A doença de nome complicado é marcada por uma disfunção nessa área do cérebro. Os cientistas pediram aos pacientes para tentar memorizar fotografias que mostravam cenas cotidianas, como cadeiras e uma mesa na sala de estar. A memória que guardaram das imagens foi testada e a atividade cerebral, medida com um encefalograma magnético depois de um intervalo de cinco segundos. O mesmo experimento foi feito após 60 minutos. (PO)
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Atualizado em 22|11|2009
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