Projeto é de inventorpotiguar e já despertainteresse de construtoras
Adriana Amorim adrianaamorim.rn@dabr.com.br
Ele não tem formação superior e reside em uma pequena cidade do interior potiguar. Contudo, carrega na essência uma perspicácia incomum aos moradores de Espírito Santo, distante 74km de Natal. Aos 32 anos de idade, Antônio Duarte Gomes fala orgulhoso do projeto que, sozinho, transformou em realidade, podendo ser uma valiosa chave a muitas famílias que sonham com uma casa própria. Ele inventou e patenteou uma parede de concreto vibrado com enchimento de garrafas pet mais resistente do que as tradicionais com tijolos.
A constatação partiu do Laboratório de Materiais de Construção, do Núcleo Tecnológico Industrial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), quando o pesquisador, como ele próprio se define, submeteu duas amostras. O primeiro bloco, constituído de tijolos e concreto, teve como resultado 1,10 de Resistência à Flexão Média (Mpa), enquanto o bloco com garrafas de refrigerante e cimento obteve 1,94 Mpa. "Isso significa dizer que a parede que eu faço é mais leve, mais resistente e muito mais barata que uma feita com tijolos", disse Antônio.
Garrafas ultilizadas nesta nova forma de construir compõem paredes mais leves e resistentes que as de tijolos. Foto: Antonio Duarte/Divulgação
Segundo ele, a casa modelo que vem construindo com 45m² de área coberta, sendo sala, dois quartos, cozinha, banheiro social e área de serviço custará, ao final, R$ 8 mil. "Uma grande vantagem é que esse método não desperdiça material", frisou, garantindo que a economia pode ser superior a 50%. "Uma parede feita com tijolos gera muito desperdício de cimento e, quando pronta, ainda é preciso rebocá-la e quebrá-la em alguma partes", apontou ele, que vem estudando soluções com uso de "lixo" há dois anos.
Sem rebôco, nem ferro
Antônio explica que sua parede, quando preparada em fôrmas, não necessita de rebôco e já contempla tubulações, saídas para encaixe de válvulas, sendo projetada sob medida com fixação por parafusos. Eleobserva ainda que esse modelo de construção é ideal para áreas litorâneas, já que as paredes não levamferro, sem falar que é possível efetuar reformas." Além do melhor acabamento, a parede ainda oferecemelhor isolamento térmico e acústico", destaca o pesquisador, explicando o método de fabricação dosblocos.
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Atualizado em 22|11|2009
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