Dentro de grandes fôrmas com 11 cm de profundidade, são dispostas, na posição horizontal e em formato de colunas, garrafas de refrigerante sem furos, pois precisam estar cheias de ar. As colunas unirão tampa a tampa e fundo a fundo dessas garrafas. Daí, a fôrma é preenchida com massa feita com cimento e areia. Para a casa que Antônio projetou serão necessárias, ao total, 2,7 mil garrafas de refrigerante de tamanhos diversos. As paredestêm 3m de altura por 3m de largura e 11cm de espessura.
Segundo Antônio, qualquer projeto arquitetônico pode contemplar o método. "Para maior segurança dessas paredes, está sendo usado um sistema de acomodação de garrafa em formato de xis dentro dafôrma. Assim, a parede terá uma resistência de todos os lados. As tampas das garrafas servirão de alinhamento de colunas e o xis dentro da caixa garantirá uma uma possível torção da parede", destacou.
Na fase final da construção, continua Antônio, são implantados todos os acessórios da parede, como caixas de porta e de interruptores, armador para rede, buchas para fixação de acessórios e o que mais o cliente desejar."Vejo essa descoberta como uma forma de as pessoas terem sua casa própria, pagando prestações mais baixas que o próprio aluguel. Além disso, é uma maneira de preservar o meio ambiente, utilizando um tipo de materialque vai diariamente para o lixo", comenta o pesquisador, que tem investido R$ 0,4 por garrafa." A mesma casa levaria três mil tijolos, cada um ao custo médio de R$ 0,25", quantificou.
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