Consumidor Edição de segunda-feira, 23 de novembro de 2009
De malas prontas sem transtorno
É alta estação e muita gente quer viajar. A empolgação, porém, não deve deixar a precaução de lado
Renato Lisboa renatolisboa.rn@dabr.com.br
Com a proximidade do verão, aumenta a quantidade de pessoas que começam a planejar suas férias e a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) acredita que a próxima temporada será uma das mais fortes dos últimos dez anos. Mas antes de comerçar a imaginar paisagens e diversões em lugares legais, tenha em mente os cuidados para que essa fonte de prazer que é viajar não vire um martírio.
Presidente da Abav, Ana Carolina Costa alerta que o consumidor deve ficar atento à idoneidade da agência de turismo. Outra orientação é guardar bem o voucher. Foto: D´Luca/DN/D.A Press
Comparando-se ao ano passado, a Abav prevê um aumento de 50% nas vendas (para pacotes nacionais e internacionais), motivado pela perda de valor da moeda americana frente ao real e pela demanda reprimida. Junto com o aumento do número de viagens, cresce o número de reclamações de consumidores que tiveram suas expectativas frustradas na contratação de algum tipo de serviço, desde a contratação da passagem à compra de um ingresso para alguma atração turística.
De acordo com a presidente da Abav no Rio Grande do Norte, Ana Carolina Costa, o primeiro cuidado que o viajante deve tomar é procurar uma agência de viagem idônea, filiada à associação. "Já é uma primeira indicação de seriedade, pois somos muito rigorosos na exigência de documentos, além de termos informações financeiras sobre sócios e da própria empresa" afirma Costa.
Escolhida a agência, a presidente recomenda ao viajante para guardar o voucher (documento emitido pela agência), pois ele contém as especificações dos serviços requisitados e reservados em favor de um cliente ou a um grupo de clientes. Nele devem estar o hotel contratado, além do transportador, restaurante, empresa de aluguel de automóveis, etc. O voucher serve de comprovante de pagamento, por parte do cliente à agência emissora, dos serviços nele observados.
Costa também lembra que, nas viagens internacionais, a pessoa deve portar documentos específicos, como comprovantes de vacina e autorizações para menores desacompanhados. "Alguns países exigem visto para a entrada de estrangeiros, outros não", pontua ela. A presidente ressalta que esse tipo de informação sópode ser conseguida diretamente na agência, não orientando que elas sejam buscadas na internet.
Outra recomendação dela é desconfiar de pacotes turísticos com preços tentadores, muito abaixo do que os praticados pelo mercado. "Quando a esmola é grande, cego desconfia. Muito cuidado com as pechinchas", diz ela.
Procon
O diretor do Procon Municipal, Carlos Paiva, diz que não é muito comum se ouvir reclamações sobre agências de viagens por causa da sazonalidade das contratações do serviço. Mas ele orienta ao consumidor se informar sobre o histórico da corretora pela qual comprou o pacote de viagens. Como qualquer outra compra, é fundamental ser cuidadoso com o contrato. "Deve-se conhecer o contrato, ler com calma e, em caso de dúvidas, procurar o órgão de defesa do consumidor", afirma Paiva. "Uma viagem é um evento único mesmo que a pessoa já tenha ido ao destino anteriormente. A precaução e a busca de informações são a grande prevenção contra uma futura dor de cabeça", conclui Paiva.
A presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB, Liana Maia, acrescenta como dicas a necessidade de se olhar a oferta de publicidade da viagem e verificar se ela foi cumprida e que, nos voos com atraso, a operadora deve bancar custos de hospedagem e alimentação.
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