Wilson e Maria, da Natalis, mostram como a teoria do empreendedorismo pode virar um bom negócio na prática
Louise Aguiar Especial para o Diário de Natal
É cada vez maior o interesse das pessoas por uma alimentação saudável. Diminuir calorias, eliminar gorduras trans e ingerir alimentos mais leves têm sido uma preocupação mundial. Pensando nessa demanda crescente, o ex-garçom Wilson Martins da Rocha criou a Natalis, uma microempresa especializada na produção de sanduíches naturais. Genuinamente potiguar, o negócio começou pequeno, mas cresceu graças ao tino empreendedor do dono.
Produção da empresa, que começou informalmente em 1998, hoje fica entre oito e seis mil sanduíches por mês, com embalagem moderna. Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
A história da Natalis começou quando a cunhada de Wilson, Ana Cristina Xavier, que trabalhava no Seturn, o informou que a dona da lanchonete do local estava precisando de um fornecedor de sanduíches. Visando um futuro negócio, os dois se juntaram e passaram a produzir o item de maneira artesanal. "Naquela época usamos um cheque pré-datado de R$ 36 para comprar os insumos e a partir daí começamos a produzir", conta.
No início, Wilson e a cunhada faziam cerca de 20 sanduíches para a lanchonete do Seturn, que logo indicou mais dois compradores. Mas a sociedade durou apenas 30 dias, porque Ana Cristina não conseguiu conciliar a demanda crescente dos sanduíches com o trabalho. Foi então que Maria da Costa Xavier, esposa de Wilson, entrou como sócia. "Na época morávamos na Praia do Meio, a produção era feita na cozinha da nossa casa, colocávamos no isopor e íamos entregar a pé", lembra o proprietário.
No verão de 1998, já sem Ana Cristina na sociedade, Wilson e Maria passaram o mês de janeiro inteiro vendendo sanduíche na praia de Ponta Negra. Foi aí que o ex-garçom sentiu a necessidade de aumentar o negócio. "Depois da praia, começamos a abrir pontos mais no centro da cidade e vimos que estava crescendo. A princípio fazíamos entregas de ônibus, mas os clientes aumentaram e tivemos que chamar um motoqueiro para entregar", diz ainda. Ainda no mesmo ano, eles se mudaram para a casa que hoje é sede da Natalis, no Conjunto Pirangi.
Entretanto, mesmo com o negócio crescendo, Wilson e Maria ainda passaram cerca de dois anos na informalidade, até surgir oprograma Novos Empreendedores do governo federal. Por meio do Sebrae, eles entraram no projeto, receberam capacitação e orientação e um empréstimo de R$ 18 mil para investir no negócio. Com o dinheiro, construíram a cozinha, compraram equipamentos, uma moto, balcão, geladeira e tudo que precisava para o resfriamento dos produtos.
Hoje, a Natalis produz entre seis e oito mil sanduíches por mês e tem uma carta de 100 clientes fixos em Natal e região metropolitana. Os produtos também são vendidos para cidades como Lajes, Macaíba e Goianinha.
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Atualizado em 22|11|2009
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