Colunas Edição de segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Cartas
Promessas
Uma das coisas que chateia quem lê e se informa é ver que as promessas de campanha vão ficando cada vez mais caras à medida que seus prometedores não podem cumprí-las. É o caso do presidente Lula, que foi eleito prometendo mudar "tudo isso que está aí", e no caso do uso do avião da FAB para o transporte de 15 amigos do seu filho, sua assessoria explica: "foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual". O governo Lula repete os hábitos de seus antecessores, e naquilo que lhe convém não se constrange em usar os mesmos instrumentos de governos anteriores. Já em outros casos, se acha no direito de fazer comparações com governos anteriores. Mas Lula não tinha em sua campanha um plano de mudança? Onde foi parar o discurso tão diferente da prática? Esse recado tem destino certo, confundir a cabeça do eleitor menos atento aos deslizes de Lula, que volta e meia tem recaídas. Lula é arrogante, no entanto, finge-se de coitadinho. Adora dar lição de moral, mas o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Izabel Avallone, por e-mail
Quadrilha
Em Brasília, paraíso das quadrilhas, foi divulgada pela Polícia Federal a existência de mais uma, essa de peso, envolvendo toda a cúpula do governo de José Roberto Arruda. Novidade? para mim, não. Quem é o governador do Distrito Federal? ninguém lembra? é aquele salafrário que já foi cassado quando Senador e voltou à política pelos votos democráticos do nosso esclarecido, independente e incorruptível eleitorado. Humberto de Luna Freire Filho, por e-mail
Honduras
Essa eleição em Honduras, qualquer que seja o seu resultado, deverá trazer o país de volta à normalidade perante os demais países do mundo, mesmo que esse reconhecimento venha a ocorrer aos poucos e leve algum tempo. Com o apoio dos Estados Unidos e do presidente da OEA isso será bastante facilitado. Os grandes perdedores, Zelaya, Lula e Chávez terão que se contentar com a realidade da quase nenhuma importância que foi dada às suas posições, e de que fizeram muito mais barulho do que deveriam por um problema local de Honduras e sem importância no cenário mundial. Nós brasileiros, também perdedores por pagarmos a conta de Zelaya, podemos esperar pelo próximo exílio dele em nosso país, também às nossas custas. Ronaldo Gomes Ferraz, por e-mail
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