Colunas Edição de segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Editorial
Encontro redimensionado
Para surpresa geral de quantos acompanham a batalha dos dirigentes mundiais no justo combate ao aquecimento global da terra, e por isto se comprometem com a defesa ecológica em termos permanentes, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Hu Jintao, fizeram anunciar que os respectivos países oferecerão um contributo positivo ao êxito da Conferência Climática de Copenhague, que se realiza daqui a semana e meia na capital da Dinamarca. Isto quer dizer que, afinal de contas, os Estados Unidos, que mais poluem a atmosfera, irão comprometer-se a diminuir o despejo de gases industriais e automotivos na biosfera, gesto no qual ocorrerá uma certa e determinada correspondência da forja industrial chinesa. O mundo, entre incrédulo e satisfeito, recebeu a grata notícia da China e Estados Unidos com as esperanças reacendidas de que o homem, em que pese o rol de loucuras com que tem comprometido a conduta até aqui, é capaz de façanhas e acertos com esse que vimos de registrar.A grande causa não está, pois, perdida. O ideário dos "verdes" do mundo, cujo número aumenta a cada momento, não se tem pronunciado em vão. Mesmo terminada a conferência dos dois dirigentes, na recente visita do presidente Barack Obama ao colega chinês, em Pequim o mundo amargava a perspectiva de que os dois maiores poluidores atuais da atmosfera se absteriam de declarar alguma forma de compromisso quanto às restrições ao lançamento de mais e mais gases venenosos obre as nossas cabeças.
Ante a promessa oficial do Estados Unidos e China de comparecimento a Copenhague e, eventualmente, da oferta de contribuições positivas para ajuda ao esforço de solução de tão significativo problema - o do aquecimento global -, animam-se os representantes brasileiros a entrar, também, com a respectiva contribuição positiva. É verdade que os brasileiros rejeitam, de plano, a ideia dos países ricos, de fazer com que os emergentes paguem parte das despesas com o saneamento atmosférico. Acham que só agora o Brasil vai ingressando no rol dos grandes poluidores industriais, ainda reconheçam que tenham dado lamentável contribuição histórica à poluição originária de desmatamento. O Brasil pagaria um dos gravames, não, ambos os prejuízos. Igual tratamento poderia ir aos demais países deste grupo. Todavia, os grandes poluidores industriais que maltratam a natureza desde que vitoriosa a Revolução Industrial, ou seja, a Inglaterra, a França , a Alemanha, os Estados Unidos, o Japão e outras nações que se adiantaram, relutam em estabelecer adiferença entre uns e outros países, como se o ataque à natureza tenha sido delito igualmente divisível entre todos, na mesma proporção ou segundo o mesmo e idêntico critério. Aí, a diplomacia é o mesmo que boa vontade, a mesma coisa que agir com espírito de justiça. Ou não haverá diplomacia, sim, imposição.
Charge
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br