Cidades Edição de terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Menina é morta por bala perdida
Maria Eduarda, de apenas quatro anos, estava na frente de casa, no bairro das Rocas, quando foi atingida pelo disparo
Paulo de Sousa // jpaulosousa.rn@dabr.com.br
Uma tarde de domingo tranquila foi interrompida com sons de tiros na Rua da Floresta, no bairro das Rocas, Zona Leste de Natal, tendo um deles atingido fatalmente no peito a estudante Maria Eduarda Sabino, quatro anos. Sua mãe, a dona de casa Andréia de Lima Cirino, 34, lembra com tristeza do desespero ao socorrer a sua filha. "Quando escutei os tiros, todos corremos para dentro de casa e escutei a minha filha gritar. Olhei e vi que ela tinha sido atingida no peito. Entreguei à minha sobrinha, que correu com ela nos braços, até que outro rapaz a tomou e a levou ao pronto-socorro aqui perto". A criança não sobreviveu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao Hospital dos Pescadores, que fica próximo ao local do crime. Não há pistas ainda dos suspeitos.
Funeral foi acompanhado por dezenas de parentes e amigos consternados com a tragédia. A mãe da criança, Andréia (abaixo, à esquerda) estava chocada Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
Andréia Cirino conta que, por volta das 15h do domingo, ela estava sentada em frente de casa, juntamente com sua irmã, sua filha e vários sobrinhos, quando ouviu o barulho de um tiroteio próximo à esquina. Todos os queestavam ali correram para dentro da casa. Segundo ela, mesmo após o tiro, Maria Eduarda ainda correu até o sofá da sala. Desesperada ao ver a filha ferida, a dona de casa pediu que uma sobrinha a socorresse até o hospital, que fica aproximadamente a 500m do local do crime. A menina, no entanto, não resistiu ao ferimento no peito. Uma adolescente de 14 anos, vizinha da menina, também foi atingida com um tiro na perna direita, mas passa bem.
Todos com medo
A mãe de Maria Eduarda diz desconhecer qual teria sido o motivo do tiroteio, ou quem estaria envolvido. "Não sei dizer, sei apenas que a minha filha está morta, com um tiro no peito". Ela também alega não saber se os tiroteios são frequentes na área onde mora. Os próprios moradores também estão assustados e tem medo de falar alguma coisa. "Aqui, o que vale é a lei do silêncio", disse um deles. No velório, que aconteceu na manhã de ontem em uma capelinha na mesma rua em que morava a vítima, havia um clima de tensão entre a comunidade.
Informações
O major PM Alarico Azevedo, chefe de operações do comando de policiamento metropolitano, diz que, a princípio, a polícia também recebeu poucas informações. "Tomamos apenas conhecimento do que aconteceu, mas ninguém no local nos deu qualquer outra informação".
O delegado Fábio Fernandes, da 2ª delegacia de Polícia em Brasília Teimosa, informa que, assim que soube do crime, na manhã de ontem, tomou as providências para dar andamento à investigação. Segundo ele, o caso ficará sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul.
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