Cidades Edição de quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
SMS vai distribuir 200 mil camisinhas no Carnatal
Estratégia faz parte da campanha de prevenção. Ontem, foi comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Aids
Luiz Freitas // luizfreitas.rn@dabr.com.br
Com o slogan "Com a Aids se pode viver. Com o preconceito jamais", a Secretaria Municipal de saúde (SMS) promoveu na manhã de ontem o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, a campanha de conscientização e prevenção "Quem cuida se cuida. Use camisinha" destinada às festividades do Carnatal. Serão distribuídos diariamente 50 mil preservativos durante o evento. A secretária Ana Tânia destacou que pela primeira vez serão realizados testes rápidos ao longo do Carnatal, uma medida necessária para o diagnóstico precoce e de grande impacto devido à quantidade de pessoas atingidas.
A coordenadora municipal de DST/Aids, Solange Setta, diz que a prioridade para 2010 será ampliar acesso ao exame Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
De acordo com a coordenadora municipal de DST/AIDS Solange Setta a prioridade para o próximo ano será de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da doença. "Estudos mostram que as pessoas só estão descobrindo que estão com o vírus HIV cinco anos após a infecção. É muito tempo, o que pode ser devastador para o sistema imunológico". Desde 1983, quando o primeiro caso foi diagnosticado no estado, foram notificados 1.324 casos (962 homens e 362 mulheres), com índice de sobrevivência superior a 50%. No ano passado foram notificados 168 casos (126 homens e 42 mulheres) e até o momento a SMS contabiliza 21 casos em 2009, número ainda não consolidado.
Setta falou ainda da importância do uso do preservativo durante as relações sexuais. "É a única barreira contra as DSTs. Temos o exemplo da sífilis em que tratamos a mulher e os filhos, mas temos grande dificuldade em relação ao homem, que resiste ao tratamento e não usa preservativo, acabando por reinfectar a mulher".
Luta
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.
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