Um amplo estudo feito ao longo de 30 anos com praticamente todos os habitantes da Escandinávia demonstrou que não há correlação entre o uso de telefones celulares e o surgimento de tumores cerebrais, disseram pesquisadores na semana passada. Embora o uso dos celulares tenha disparado a partir da década de 1990, os tumores cerebrais não se tornaram mais comuns nesse período, segundo o artigo publicado na Revista do Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Alguns grupos de ativistas e uns poucos pesquisadores já demonstraram preocupação com uma possível ligação entre os celulares e vários tipos de câncer, inclusive tumores cerebrais, embora ao longo dos anos as pesquisas não tenham comprovado isso. "Não detectamos nenhuma mudança clara nas tendências de longo prazo na incidência de tumores cerebrais entre 1998 e 2003 em qualquer subgrupo", escreveram Isabelle Deltour, da Sociedade Dinamarquesa do Câncer, e seus colegas.
Cartão ou dinheiro: discussão continua
O desconto para pagamentos à vista em dinheiro voltou a ser defendido por técnicos do Banco Central e da Secretaria de Defesa Econômica (SDE). Atualmente, os lojistas repassam a todos os clientes os custos que têm com as transações com cartões de crédito e débito. Para o chefe do Departamento de Operações Bancárias e do Sistema de Pagamentos do BC, José Antônio Marciano, se a diferenciação do preço não fosse proibida, haveria um incentivo para que os credenciadores oferecessem condições melhores aos lojistas. As condições melhores iriam refletir nos preços do balcã. Já o economista chefe da SDE, Paulo Britto, afirmou que existe no governo a intenção de reabrir a discussão sobre os descontos de acordo com a forma de pagamento, mas ainda não há decisão tomada a esse respeito.
Compartilhamento de redes 3G
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estuda a possibilidade de implantar, no próximo ano, o uso compartilhado de infraestrutura entre empresas de telefonia celular para permitir uma expansão mais rápida das redes de terceira geração (3G). Esse compartilhamento prevê que duas operadoras usem a mesma rede de dutos e antenas, por exemplo, mantendo independentes as suas fibras óticas e frequências, o que reduziria os custos. O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, disse que, para atender às metas previstas no leilão de 3G, as quatro maiores empresas - Vivo, Claro, TIM e Oi - terão de instalar, cada uma, 12 mil antenas de telefonia celular. Com o compartilhamento, esse número cairia pela metade. Ele previu que o uso compartilhado, se adotado, anteciparia de 2015 para 2013 a cobertura de todo o País com as redes de terceira geração.
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Atualizado em 07|12|2009
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