As algas são cultivadas em cinco balsas construídas com canos de PVC. Cada balsa tem 5m de comprimento. Cordas são colocadas de um lado ao outro da balsa para que as algas possam se reproduzir. As algas são podadas a cada 45 dias. "A manutenção das algas é feita diariamente, mas só na maré baixa porque o trabalho é dentro do mar", conta Keomara Silva de Souza, 22 anos.
Trabalhadoras cuidam da produção gerada nos canos de 5m de comprimento nos quais as algas se reproduzem Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
Depois de retiradas da balsa, as algas são colocadas para secar durante um período de aproximadamente cinco dias até ficar com uma coloração bem clara. O próximo passo é deixar a alga de molho, cozinhar e triturar. "Após esse processo a alga se transforma em extrato de algas (elixívia). E é esse extrato que utilizamos para produzir sabonete, doce e sabão", explica Denise.
O consultor da associação, Carlos Oliveira, acrescenta que o projeto de cultivo das algas visa principalmente o resgate da autoestima dessas mulheres, através do trabalho e consciência ambiental. "Todo o processo é feito de maneira a preservar o meio ambiente. Os sabonetes esabão são fabricados com óleo de cozinha reutilizável e plantas do próprio município como o guajiru. Elas mais do que ninguém sabem que têm que cuidar da natureza", disse o consultor.
Renda fixa
Até o mês de novembro, a venda desses produtos era a única renda dessas pessoas, mesmo de forma esporádica. O grupo espera que a partir do início do próximo ano possa contar com uma renda fixa no final de cada mês, já que a Emater firmou um contrato com a associação, através do Compra Direta, para a fabricação de doces que serão distribuídos nas escolas municipais e nos núcleos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).
Depois de tanto tempo, elas veem agora as chances de o projeto crescer efetivamente. "Meu marido não acreditava que nosso trabalho pudesse dar certo, mas agora já está mudando o pensamento. Estou escrevendo todas as nossas dificuldades, sonhos e concretizações porque quero publicar um livro contando a história da associação", conta Jose.
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Atualizado em 06|12|2009
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