Colunas Edição de sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Opinião
O novo agronegócio inteligente
Foi-se o tempo em que o campo era marcado pela distância das mais modernas tendências de mercado e pelo delay tecnológico. A realidade agora é outra e necessário dizer: completamente diferente. Desde a década de 90, com a intensificação da profissionalização do agronegócio brasileiro, as mudanças são cada vez mais expressivas e rápidas. Estão aí os espetaculares índices de produtividade para comprovar. Atualmente, o Brasil produz duas vezes mais na mesma área plantada do que há menos de três décadas. Paralelamente ao aumento da eficiência produtiva, o campo definitivamente encontrou o mesmo rumo no aperfeiçoamento da gestão dos negócios.
O Brasil está entre os principais exportadores de proteína animal e grãos do mundo. Além disso, a força do setor primário é expressa internamente: o agronegócio representa cerca de 33% do PIB brasileiro. Sem dizer que um terço da mão de obra está nas propriedades rurais.
A modernização se tornou, assim, mais do que necessária e a implantação de insumos, produtos, máquinas eequipamentos de última passou a fazer parte da rotina do produtor rural. Atualmente, são inúmeras as tecnologias destinadas a este setor, englobando, por exemplo, o monitoramento da produção em tempo real e a rastreabilidade de gado.
Mas e o controle desse fluxo de produção? E a gestão empresarial? Com suas raízes familiares, e uma imagem freqüentemente associada à falta de credibilidade e organização, era mais do que evidente que novas preocupações estivessem em curso nos últimos anos. A realidade agora é a eficiência no controle dos processos para crescer.
Isso ajuda a explicar a crescente procura por soluções que atendam às necessidades de gestão das empresas. Falamos não só em grandes companhias, pois mesmo em pequenas e médias empresas agropecuárias adequações e inovações são necessárias à otimização do negócio e mesmo na melhoria da imagem, diminuindo possíveis barreiras comerciais, com aumento de participação no mercado.
Nunca foi tão grande o interesse pela implantação de sistemas de gestão informatizados, que integrem todas as áreas do negócio, como produção, financeiro, jurídico, RH, comercial e segurança, e compartilhe, em tempo real. Enfim, todas as informações importantes, de todos os departamentos acessíveis a partir de qualquer terminal da empresa, proporcionando agilidade para tomada de decisões, com foco no resultado econômico e financeiro.
Agilidade e confiabilidade das informações são fatores imprescindíveis para o sucesso de uma empresa nos dias atuais É preciso ter acesso aos dados produtivos imediatamente e não apenas no fim de um período quando as perdas podem ser irreversíveis. Além disso, uma boa solução para a gestão da companhia agropecuária permite o acompanhamento detalhado de todas as operações, o que possibilita ao empresário visualizar e entender onde estão os gargalos do seu negócio em apenas um clique.
E aumento de eficiência não significa elevação dos custos. O investimento em um programa de gestão dos negócios da empresa agropecuária não chega a 1% da economia gerada em apenasum ano. E isso é comprovado. Cabe ressaltar ainda que é possível chegar à redução de custos de até 30% a partir de um bom controle gerencial integrado e online.
Essa é sem dúvida a nova cara do agronegócio: ágil, inteligente e marcado por competitividade crescente, com margens cada vez mais apertadas e definidas pelos detalhes. Após a mecanização do campo, o uso da genética, a informatização estratégica é a peça que faltava entre as principais ferramentas para o negócio rural. Nada como um controle seguro, organizado e minucioso para tornar isso realidade no agronegócio.
Onde está o emprego no RN
Klênio Alves Ribeiro, Economista, com especialização em gestão de negócios
Ocaminho do desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte passa pela criação de empregos em benefício de sua população, buscando uma dinâmica que conduza ao crescimento econômico e que produza a melhoria das condições sociais de todo norte-rio-grandense.
Criar novos empregos é dar oportunidades ao cidadão de ir em busca de uma sobrevivência condigna, mostrando firme determinação de lutar por um futuro melhor diante da precariedade de ofertas de oportunidades de trabalho.
O emprego também gera benefícios ao Estado por meio do pagamento de salários e encargos sociais, elevam o poder de compra da população, gerando com isso mais impostos para o governo e fortalecendo nosso setor de produção, que apesar de pequeno é detentor de uma diversidade muito importante, tendo como foco o mercado regional. A Microeconomia considerada a base da moderna teoria econômica, definindo como se comporta as suas relações fundamentais, diz o seguinte:"as famílias são consideradas fornecedoras de trabalho e capital, e demandantes de bens de consumo. As firmas são consideradas demandantes de trabalho e fatores de produção e fornecedoras de produtos".
O Estado do Rio Grande do Norte, na última década e o início deste novo milênio, tem apresentado um novo perfil do mercado de trabalho, através da concretização de vários pólos industriais em razão da nossa diversidade econômica, e em razão dessa tendência tem havido demanda por absorção de mão-de-obra qualificada em várias atividades e em diversas localidades, tais como, no Setor Industrial, destacamos a confecções e alimentos na Região Metropolitana de Natal, na Região do Seridó tecelagem, bonés e confecções, localizadas nos municípios de Jardim de Piranhas, Caicó, São José do Seridó e Serra Negra do Norte; Pólo Cerâmico e Petrolífero na Zona Mossoroense mais precisamente nos municípios de Assu, Apodi, Mossoró, Governador Dix Sept Rosado, Guamaré, Alto do Rodrigues e Macau; no Setor Mineral nos municípios deCurrais Novos, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Equador e Jucurutu; Pólo Turístico no litoral norte-rio-grandense, Pólo agroindustrial no vale do Assu e Zona Mossoroense, Pólo da Apicultura, Pólo da Carcinicultura e outros.
A ordem geral, não só no Estado, mas no Brasil e no mundo, é a exclusão da pobreza e desigualdade social. O desemprego está na agenda de qualquer governante e com o apoio de todos os envolvidos, o RN tem desempenhado bem esta função, inclusive no período de 2003 a 2008 quando foram criados 87.344 postos de trabalhos formais no Estado do Rio Grande do Norte ((fonte: MTE/CAGED). Considerando que a remuneração média dos empregados nas micros e pequenas empresas dos setores de atividades é de R$ 607,00 ao mês, conforme dados DIEESE-2006, maior do que as rendas dos Estados CE e PB, e uma das maiores do Nordeste, com isso são injetados na economia do Estado mais de R$ 53,0 milhões ao mês.
Para concluir, a política de geração de emprego é fundamental para o desenvolvimento da sociedade e a promoção desse desenvolvimento tem como resultado a melhoria na qualidade vida da população.
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