Alto oficial russo revela que restos mortais do líder nazista Adolf Hitler foram destruídos em 1970
Um tiro e a ingestão de cianureto selaram o destino de um dos personagens mais macabros da história moderna. O líder nazista Adolf Hitler suicidou-se em 30 de abril de 1945, dentro de seu bunker, em Berlim, acuado pelas forças soviéticas. Quase 65 anos depois, um alto oficial russo revelou o que foi feito do Führer: com a exceção do crânio e da mandíbula, seus restos mortais foram incinerados e lançados dentro do Rio Biederitz, próximo à cidade de Magdeburg, no leste da Alemanha. Em entrevista à agência de notícias russa Interfax, o tenente-general Vasily Khristoforov, chefe arquivista do Serviço de Segurança Federal de Moscou (FSB), também deu detalhes da chamada Operação Os Arquivos, levada a cabo em 4 de abril de 1970. Segundo ele, tudo começou em 13 de março daquele ano. O então chefe da KGB (o serviço secreto russo), Yuri Andropov, teria escrito uma carta ao Comitê Central do Partido Comunista soviético, recomendando que os corpos de Hitler, de sua mulher, Eva Braun, e da família de Joseph Goebbels (ministro da Propaganda do Terceiro Rech) fossem destruídos. O objetivo era impedir um culto de adoração ao túmulo do Führer por parte de simpatizantes da ideologia fascista.
Revelação suscita novo fim para um dos personagens mais macabros da história Foto: Arno Burgi /EFE
Segundo Khristoforov, a ordem de Andropov teria sido expressa: "Remover e destruir os restos de criminosos de guerra, enterrados em Magdeburg em 21 de fevereiro de 1946, na Westendstrasse, perto da Quadra 36". Dois documentos secretos confirmariam a execução da ordem, por parte de agentes da KGB, agência antecessora do FSB. Um dos atos descreve em detalhes como se deu a abertura do uma cova onde estavam enterrados os alvos da operação. "Os restos foram queimados em uma área vazia for a de Shoenebeck, a 11km de Magdeburg. As cinzas foram reunidas e lançadas no Rio Biederitz", afirma o segundo documento. Em Magdeburg, Adrian Dungert, estudante de gerenciamento internacional pela Universidade Otto-von-Guericke, demonstrou surpresa com a notícia de que o destino final de Hitler teria sido sua cidade natal. "Acho que isso não terá qualquer impactosobre nossa região. É história# Não uma muito boa, mas é história e, além disso, Magdeburg não tem culpa alguma nisso", afirmou à reportagem, pela internet.
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Edição de domingo, 13 de dezembro de 2009
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