Em meio ao turbilhão de suspeitas de novos ataques terroristas, as empresas de segurança mantêm extremamente ativos os processos de desenvolvimento de novos equipamentos. O detetor de metais, um dos recursos mais populares nos aeroportos, funciona em um portal com campo eletromagnético que, quando entra em contato com objetos metálicos, emite um alerta. Essa ferramenta também é encontrada em estruturas menores, para ser manuseada por funcionários em revistas mais apuradas. A desvantagem do equipamento é que qualquer outro objeto não metálico passa despercebido e, portanto, diferentes tipos de armas podem ser transportadas até as aeronaves.
Segurança nos terminais tem sido alvo de vultosos investimentos Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
Outro equipamento de segurança encontrado em aeroportos como os de Nova York e São Francosco, ambos nos Estados Unidos, é o detetor de partículas. Nesse caso, os passageiros são encaminhados até um corredor, onde as paredes estão equipadas com potentes jatos de ar. O sistema é acionado, com o intuito de que micropartículas presas ao corpo e às roupas da pessoas desprendam-se e entrem em contato com eletrodos do detetor. A máquina é previamente programada para identificar uma lista de substâncias proibidas. Quando resíduos de explosivos ou drogas, por exemplo, são descobertos, um alarme é imediatamente disparado, e o passageiro segue para uma revista mais rigorosa. Os detetores de partículas, todavia, não conseguem identificar armas brancas.
As opções para garantir a segurança nos aviões não se restringem às máquinas. Os cães farejadores são muito usados pela precisão na hora de encontrar objetos ilícitos. Com 240 milhões de células olfativas, ou seja, 20 vezes a quantidade média em humanos, os cachorros conseguem localizar possíveis ameaças aos passageiros. Mas o tempo de treinamento necessário para que os animais atinjam alto nível de acerto é longo. O custo também. Além disso, cães farejadores precisam de preparação para cada uma das substâncias pretendidas, o que torna o uso desse artifício de segurança ainda mais complexo.
"Qualquer que seja a opção escolhida para garantira segurança nos aeroportos, ela sempre estará sujeita a falhas. Não existe um sistema ideal. Então, a maneira mais eficaz para evitar ataques terroristas é a combinação de todos os recursos disponíveis", opina o especialista Jorge Rady. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou, na terça-feira, uma reunião com a equipe de segurança do país e cobrou rapidez na reforma da estratégia de segurança aeroviária. Pelo rumo das negociações, todas as tecnologias existentes no mercado devem ser levadas em consideração, e a frequência do uso desses aparelhos pode aumentar nos próximos meses.
Divisor de águas
O pior atentado terrorista da história deixou quase 3 mil mortos nos Estados Unidos. Na manhã de 11 de setembro, criminosos sequestraram quatro aviões comerciais: dois foram jogados contra as torres do World Trade Center; um contra o Pentágono e o último caiu em uma área rural no estado da Pensilvânia.
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Edição de domingo, 10 de janeiro de 2010
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