O empresário Roberto Vasconcelos, proprietário da Internet Now - no Natal Shopping e Midway Mall, na capital - confirma a mudança de foco ocorrida com as lan houses. "Esse nome não se aplica mais ao nosso negócio", diz. Exatamente por causa das legislações que foram surgindo, o que era um monte de computadores com jogos de última geração voltados para o público jovem se tornou uma loja com cara de escritório e público que vai dos 20 aos 50 anos. "Nos voltamos para a área de serviços digitais, como impressão, além do acesso a internet", define.
Sanderson diz que, cada vez mais, clientes querem variedade de serviços digitais Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
Ainda segundo Roberto, essas pessoas procuram sites de relacionamento como Orkut e MSN, além de e-mails e impressões como segunda via de contas e descarregamento de fotos de câmeras digitais. Na Internet Now é possível passar uma hora no computador pagando R$ 5.
O fato é que as lan houses sofreram um grande "boom" cerca de três anos atrás, mas de lá pra cá o mercado e as próprias leis criadas para restringir o acesso a internet têm feito uma seleção natural dos negóciosem todo o país. Na opinião de Roberto Vasconcelos, a bolha estourou e muitas lan houses de esquina e fundo de garagem fecharam. "Sobreviveram aqueles que realmente tinham uma estrutura e serviço diferenciado", diz.
O empresário Sanderson Abreu, dono da CyberTech no shopping Via Direta, compartilha da mesma opinião. Ele diz que de uns tempos pra cá a concorrência vem diminuindo, porque cada vez mais as pessoas procuram os serviços digitais, e não apenas jogar ou acessar a web. Na loja de Sanderson, é possível usar o computador por uma hora pagando R$ 2.
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Edição de domingo, 10 de janeiro de 2010
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