Informática Edição de quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O futuro em três dimensões
Las Vegas (EFE) - A revolução da imagem em 3D chegará aos lares neste ano, após o bem-sucedido desembarque nas salas de cinema em 2009, onde os filmes como Avatar, Up - Altas aventuras e Monstros vs. Alienígenas acabaram com qualquer dúvida sobre a atrativa e rentável tecnologia. Nos Estados Unidos, ainda no primeiro semestre de 2010, as grandes lojas começarão a vender as telas planas adaptadas para a emissão em 3D de fabricantes como Sony, Panasonic, LG, Toshiba e Samsung, que aproveitaram na semana passada a participação na feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, para apresentar seus novos produtos. Ainda não existe data exata para saber quando os aparelhos desembarcarão comercialmente no Brasil, mas alguns deles já estão expostos em grandes capitais nacionais, como em São Paulo e Rio de Janeiro.
Entre as novidades estarão televisores equipados com imagens em 3D e modelos em 2D aptos a receber o novo sistema se o usuário assim quiser no futuro. De qualquer forma, serão necessários óculos polarizados, ao estilo dos utilizados atualmente nos cinemas, para assistir as imagens em 3D no conforto da sala de casa.
O setor da eletrônica colocou grandes esperanças no mercado doméstico de 3D, na expectativa que cause uma reviravolta no comércio de equipamentos destinados ao entretenimento no lar, especialmente depois das sucessivas decepções com os reprodutores blu-ray, que não cumpriram com os desejos do mercado, que era de terminar com o reinado do DVD e conseguir mais vendas de produtos originais.
Além dos novos televisores, Samsung e Sony anunciaram que os filmes de Hollywood em 3D estarão disponíveis para o consumo doméstico por intermédio do blu-ray e que serão colocados à venda novos dispositivos já com esta tecnologia. Ficaram sem resposta, no entanto, as perguntas quanto ao preço que as novidades chegarão ao consumidor, embora alguns analistas afirmem que é de se esperar que os primeiros modelos custem quantias muito elevadas para o cidadão médio. Um dos poucos a se aventurar neste terreno, o jornal britânico Daily Telegraph, previu a venda no Reino Unido por algo em torno de US$ 3 mil a US$ 5 mil (de 2 mil euros a 3,5 mil euros).
O alto custo poderá atrasar a implantação desta tecnologia nos lares, embora se considere uma questão de tempo para que os valores encontrem o equilíbrio, como costuma ocorrer com as novidades em produtos eletrônicos (e como foi visto com os aparelhos de plasma e de LCD). Um dos fatores-chave para dinamizar o mercado será a oferta de conteúdos, que até agora são poucos no que diz respeito à televisão.
Neste ano, um campo que começará a florescer é a criação de programação por meio de canais por assinatura como o esportivo ESPN e o de documentários Discovery. A primeira estreará em junho um novo canal, o ESPN 3D, com a transmissão de jogos da Copa da África do Sul entre as seleções do México e o país anfitrião, à qual se somarão outras 24 partidas do campeonato. Ao todo, serão 85 eventos em 3D durante o primeiro ano. Já a Discovery, em aliança com a Sony e a redeImax de cinemas, lançará um canal, ainda sem nome, para distribuir a cabo e por satélite conteúdo deste tipo. Falta saber, entretanto, quais são os planos das grandes empresas de tecnologia para o setor do videogame, onde o 3D oferece, sem dúvida, um universo de possibilidades.
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