Muito Edição de quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Gira Dança comemora 5 anos
Companhia potiguar apresenta o espetáculo Jardim das rosas amarelas hoje à noite no palco do TAM
O 5º aniversário da Cia Gira Dança será comemorado hoje no Teatro Alberto Maranhão, em noite de apresentação do espetáculo O Jardim das Rosas Amarelas, do renomado coreógrafo Mário Nascimento(MG).
Gira Dança traz uma reflexão sobre a esperança em seu novo espetáculo Foto: Rodrigo Sena/Divulgação
A companhia Gira Dança nasceu em 2005 e já com o pé direito. A estréia Nacional na Mostra Arte e Diversidade Sócio Cultural, realizada no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, com o espetáculo "Envolto", foi cercada de boas críticas e gentilezas dos profissionais da mostra.
Em 2006, a participação da companhia no Presente de Natal levou pela primeira vez bailarinos cadeirantes ao palco de um evento daquele porte na cidade. No ano seguinte, em 2007, o Gira Dança iniciou turnê nacional pelas cidades de Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo com o espetáculo Bulas Perdidas, do coreógrafo Mauricio Motta.
Em cada ano, uma conquista, um obstáculo superado, um espetáculo de sucesso que prova que existe público atento a esse tipo de evento em Natal. O espetáculo O Jardim das Rosas Amarelas estreou em 2009, no Centro Cultural Casa da Ribeira.
O Jardim das Rosas Amarelas traz ao palco uma reflexão e mensagem sobre a esperança e as possibilidades na vida que cada ser humano é capaz de construir; independente de o mundo que o rodeia ou as condições em que vive serem favoráveis ou não.
A idéia é levar o público a se perguntar qual é o real papel que cada um de nós tem na construção de um mundo melhor. Os bailarinos do Gira Dança querem, em movimento e som, apresentar uma figura do ser humano, demasiado humano. Assim, os percalços, as barreiras que surgem diante de cada um, surgem como impostas pelo nosso próprio ser.
Segundo Mário Nascimento, o espetáculo não retrata, portanto, a barreira da deficiência física, mas através da superação dos seus bailarinos, a barreira da deficiência espiritual - esta a que todos nós estamos vulneráveis na Sociedade. "O nosso corpo é o nosso mundo. O Jardim das Rosas Amarelas fala então de sonho, inerente a todo ser humano".
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