Maia comprou a parte de sua sócia em 2007 e, desde então, passou a reestruturar a rede, sendo criado um departamento só para cuidar das franquias. "Nós é que compramos os insumos para elas e nosso potencial de logística melhorou bastante. Hoje estamos com lojas em toda a região Norte, Mato Grosso e negociando a entrada no Sul e Sudeste do país", fala ele. A expansão, que Maia diz ser de, em média, 15% ao ano, fez a Farmafórmula ultrapassar cinco milhões de fórmulas já produzidas.
Júlio explica que a manipulação é isenta de IPI, o que barateia o custo final Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O crescimento também trouxe mais rigor para os processos de manipulação dos medicamentos. "Hoje temos de ter cabines especiais, coisa que não existia antigamente. É toda uma legislação a ser cumprida e hoje a gente tem padrão de controle de qualidade igual ao da indústria. Em algumas situações ele é até mais rigososo", segue o empreendedor, acrescentando que essa mudança dificultou um pouco a rotina da Farmafórmula porque foi necessário readequar todas as lojas. "O treinamento teve de mudar e encareceu muito o nosso orçamento. Novastécnicas foram incorporadas e isso mexeu com o nosso setor financeiro".
Maia ele fala que hoje em dia a sociedade aceita "piamente" o medicamento manipulado e ele defende suas vantagens. "São muitas. Em primeiro lugar é um remédio mais barato por ser isento de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados)", cita ele. Em seguida, ele lembra a característica da personalização, onde o medicamento é feito de acordo com o sexo, peso, idade do paciente, enquanto o medicamento industrializado segue um padrão, feito em larga escala, para as massas. Por fim, ele destaca que os remédios manipulados podem ter sua fórmula modificada durante o tratamento, ajustando à evolução de uma cura ou piora do quadro do doente.
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Atualizado em 17|01|2010
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