Brasil Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Dorothy Stang // Cartas serão divulgadas
O quinto ano da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang será lembrado com a divulgação de várias cartas escritas por ela e de documentos que portava quando foi morta a tiros no município paraense de Anapu. Segundo freiras da Congregação de Notre Dame, da qual Dorothy fazia parte, o objetivo é cobrar o julgamento de um dos acusados de mandante do crime, ocorrido em 12 de fevereiro de 2005. Elas querem também chamar a atenção das autoridades para os conflitos de terra que ainda ocorrem no Pará e para supostas fraudes em documentos para obtenção de financiamento públicos.
"O que estamos tentando fazer, com os poucos recursos e o pouquíssimo conhecimento que temos, é trazer isso [as cartas da irmã Dorothy] a público e esperar que as autoridades se preocupem, façam uma investigação bem melhor e esclarecedora", disse a irmã Rebeca Spires. "O combate à impunidade é nossa meta, nosso ideal, nosso esforço", completou Rebeca, que trabalhou mais de 30 anos com Dorothy. Segundo a religiosa, em seu trabalho pelos pobres, Dorothy documentava todas as ações que fazia. Enviava cartas a representantes de vários órgãos na região, como o Incra e o Ibama, muitas vezes escritas de próprio punho, para tentar fazer valer a lei e também evitar a destruição da floresta.
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