Cidades Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Governadora está disposta a negociar, diz secretário
Em entrevista coletiva na tarde de ontem, o secretário adjunto da Sesap, João Albérico Fernandes da Rocha, afirmou que esteve, no início da manhã, com o titular da pasta, George Antunes, na casa da governadora Wilma de Faria, onde conversaram sobre a melhor forma de resolver o impasse com os médicos. "Ela se mostrou disposta a encontrar uma solução para que nem a população nem os profissionais sejam prejudicados", disse o adjunto.
O secretário adjunto João Albérico Fernandes da Rocha concedeu entrevista ontem Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
Segundo João Albérico, o governo está preocupado com "o limite prudencial do estado" e deve fazer "todos os cálculos necessários para elaborar uma proposta". Hoje, representantes da Sesap terão nova reunião, desta vez com os secretários estaduais da Administração e dos Recursos Humanos e do Planajamento e das Finanças. "Depois, iremos conversar com o Sinmed e apresentar uma possível solução", expôs o adjunto. Apesar de, durante a coletiva, ter citado o prazo de até 30 dias para resolver a situação que gerou a greve, João Albérico ponderou que o governo espera que a negociação ponhafim à paralisação antes do carnaval, "por entender que a população não pode ficar sem assistência".
Estado e municípios
Para o secretário adjunto, o problema estrutural dos hospitais, que apresentam falta de leitos e de um número suficiente de médicos atendendo, está ligado, dentre outros fatores, à cultura dos municípios de passarem a responsabilidade dos atendimentos de atenção básica para os hospitais que devem atender a demandas de alta complexidade, como é o caso do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. "O estado tem sido benevolente nos últimos anos, mas isso já começou a mudar", disse.
Segundo João Albérico, a Sesap conta com a fiscalização e apoio do Ministério Público para que os municípios possam ter condições de atender boa parte da demanda de pacientes. Além disso, o secretário acrescentou que, dentro dos próximos meses, a região metropolitana receberá sete Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) - quatro em Natal, uma em Parnamirim, uma em Macaíba e uma em São Gonçalo do Amarante -, o que representará um "desafogamento nos grandes hospitais". O município de Natal, hoje, de acordo com os dados da Sesap repassados na coletiva, está contando com 50 leitos extras em hospitais privados, resultado de um convênio assinado entre o final de 2009 e o início deste ano. "Apenas 20 leitos estão em atividade, enquanto 30 ainda esperam ocupaçao", comentou.
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