Cidades Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
ONG fará campanha pelos parrachos
Trabalho vai incluir conscientização em escolas de Natal, Parnamirim e Nísia Floresta
AONG Oceânica vai desenvolver, nos próximos dois anos, o projeto "Ponta de Pirangi - Conhecendo e Preservando seus Recifes Costeiros". Segundo a pesquisadora Tatiana Leite, diretora da ONG, a iniciativa visa, principalmente, gerar uma reflexão acerca da importância das áreas que correspondem aos recifes, com foco maior a Pirangi.
Corais que ficam a cerca de 1km da praia de Pirangi vêm sendo ameaçados pela presença constante de embarcações Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
A intenção é melhorar o panorama ambiental e social em torno dos recifes costeiros da Ponta de Pirangi, com a possível criação de uma unidade de conservação com uso sustentável. "Além da produção de um CD infantil, promoveremos atividades em escolas de Parnamirim e Nísia Floresta, estendendo a ação também a Natal. O objetivo é frisar bem a consciencia, aumentando a percepção e um olhar mais carinhoso das pessoas para a importância desse ecossistema", destacou Tatiana.
A ameaça sobre as cadeias de coral veio à tona ao final de janeiro após o anúncio da festa Carnaparracho, que seria realizada nos recifes da praia de Pirangi, Litoral Sul do estado. Manifestações contrárias à sua realização chamaram atenção da sociedade para a importância da conservação da área, levando o Ibama à proibição dos barcos festivos e limitando a atuação de uma grande empresa que promove passeios no local há mais de 25 anos. Por outro lado, diversas discussões foram levantadas criticando a postura do instituto e de ambientalistas preocupados com a questão. "Isso acontece porque falta consciência", explicou Tatiana Leite.
A ação da Oceânica ganhou patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, e também parceria com diversas entidades públicas e privadas, como Ibama, Idema, Sebrae e prefeituras de Parnamirim e Nísia Floresta.
A ONG atua em projetos ambientais no estado desde 2002, tendo sido responsável pela elaboração de um estudo solicitado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) em 2006, acerca da situação dos parrachos de Pirangi. A pesquisa constatou que o lugar vem sendo impactado por diversas atividades, como turismo desordenado, o caminhar das pessoas sobreos corais, óleo despejado das embarcações, pesca predatória, coleta de animais para aquariofilia, além do aumento da urbanização.
Fiscalização
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) vai intensificar a fiscalização sobre a navegação nas áreas de parrachos em toda a costa potiguar. A operação visa coibir abusos e maus-tratos ao ecossistema dos recifes, aplicando multas a embarcações e empresas que estejam causando impactos ambientais ou não tenham licença do órgão para promover atividades, sejam elas definidas como APA (Área de Proteção Ambiental) ou não. O setor de fiscalização do órgão prefere manter sigilo quanto à forma de atuação, bem como detalhes acerca do calendário de atividades.
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br