Economia Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Brasil: mais empregos formais
No Brasil, o desemprego atingiu 6,8% em dezembro passado pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a Fundação Getulio Vargas (FGV), o percentual das pessoas sem ocupação formal em 2009 foi de 8,1%, 0,2 ponto percentual acima de um ano antes. De acordo com o relatório Panorama Laboral 2009, da OIT, "no Brasil, a trajetória da taxa de desemprego mostra que a desocupação elevou-se de maneira importante no primeiro trimestre de 2009 para seis regiões metropolitanas. No entanto, esse é o único país dos examinados onde essa taxa cai no segundo e terceiro trimestres de 2009.".
Para o economista Marcelo Néri, da FGV, um dos fenômenos mais marcantes no mercado de trabalho brasileiro na década atual é o aumento da taxa de formalização dos postos de trabalho. "A geração de empregos formais foi, pelo menos, duas vezes maior do que antes", destacou ele. Ele explicou que as causas para esse fenômeno ainda estão em análise. "Mas podemos enumerar algumas", disse. Os impactos da retomadado crescimento na demanda por trabalho; a melhoria na fiscalização; as inovações na legislação trabalhista; e os incentivos à formalização dos pequenos negócios. Em relação às inovações trabalhistas introduzidas no governo Fernando Henrique Cardoso, ele ressalta o contrato de trabalho por prazo determinado, o banco de horas, a suspensão temporária do contrato, o condomínio de empregadores rurais, a participação nos lucros e nos resultados e cooperativas de trabalho, entre outras.
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