Cidades Edição de quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Professores decidem greve hoje
Primeiro dia do ano letivo da rede municipal pode vir com o anúncio da paralisação, que será debatida em assembleia
Francisco Francerle // franciscofrancerle.rn@dabr.com.br
O ano letivo das 136 escolas da rede municipal de ensino, que oficialmente começa hoje, pode vir com o anúncio de greve dos professores. A assembleia da categoria para decidir a deflagração do movimento será realizada hoje às 8h30, na Escola Estadual Winston Churchill, na Cidade Alta. Desde o final do ano passado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte-RN) já ameaçava deflagrar uma greve no primeiro dia de aula, se a Prefeitura de Natal não cumprisse com os compromissos firmados com a categoria.
Docentes das 136 escolas administradas pela prefeitura cobram promoções e benefícios Foto: Maria Iglê/Especial/DN/D.A Press
"Como as negociações não avançaram, há grandes chances de ser deflagrada uma greve", avisou a coordenadora do Sinte, Fátima Cardoso, justificando que a Secretaria Municipal de Educação não cumpriu nenhum dos prazos de publicação e pagamento previstos em lei, correspondentes ao Plano de Carreira da categoria. Na pauta de reivindicações estão as promoções horizontais que estão atrasadas desde o início do ano passado e as verticais que eram para ter sido pagas desde março do ano passado.
Outras cobranças são o pagamento das horas suplementares dos professores correspondentes a 11 meses de atraso, o terço de férias referentes a 2007 e 2008 dos educadores infantis contratados em 2007, e mais um outro terço de férias de 300 educadores infantis que entraram em janeiro de 2009, a ser pago em janeiro de 2010.
Prova Brasil
A pauta de cobrança ao município não para aí. Os educadores também querem o pagamento das aulas de revisão da Prova Brasil, atrasado desde setembro do ano passado e o dos professores do Pró-Jovem, programa que recebe verba do governo federal. Outro atraso do município relacionado pelo Sinte, é o vale-intermunicipal dos educadores infantis. Fora a pauta de atraso, há a questão da reposição salarial que os professores reivindicam o pagamento de 29% divididos em três vezes e a prefeitura bateu o martelo oferecendo 5%.
"Esperamos que haja diálogo porque entendemos que a greve não beneficia ninguém. Mesmo que o movimento seja deflagrado nossa expectativa é de negociação porque temos consciência de que isso não é o melhor para ninguém, nem para o sindicato nem muito menos para a população.
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