Economia Edição de segunda-feira, 8 de março de 2010
RN reforça barreiras contra mosca negra
Frutas paraibanas ainda estão proibidas de entrar em terras potiguares, onde a praga ainda não chegou, garante Idiarn
Louise Aguiar // louiseaguiar.rn@dabr.com.br
As barreiras montadas no Rio Grande do Norte para impedir a proliferação mosca-negra-dos-citros parecem estar sendo eficientes. Ainda não há notícias ou registros de incidência da praga na fruticultura do estado. Mas o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn) reforçou a proteção na divisa com a Paraíba, onde a mosca se instalou em pelo menos 15 municípios e deve gerar um prejuízo de R$ 10 milhões. Caminhões e carros-frete com carregamento de frutas do estado vizinho estão proibidos de entrar no RN. E equipes volantes do Idiarn percorrem toda a área da divisa com a Paraíba para fiscalizar a entrada dos produtos.
Além de debilitar a planta, mosca negra deixa uma secreção que atrai fungos Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press
Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de fiscalização do Idiarn, Rogério Praxedes, existem quatro barreiras fixas instaladas no estado: uma em Baía Formosa, outra no município de Equador, outra em Patu e mais uma em Serra Negra do Norte. As equipes volantes estão trabalhando nas regiões de Nova Cruz, Montanhas, Passa e Fica, Jaçanã, Currais Novos e Jardim do Seridó. O engenheiro garante que, até agora, o estado não teve prejuízos por conta das barreiras. "Só haverá prejuízo se a doença chegar aqui", acrescenta. O trabalho dos dois técnicos de cada barreira fixa é realizado junto aos postos fiscais, onde param os veículos, conferem a documentação e aí autorizam ou não a entrada do carregamento no estado.
"Geralmente o técnico já conhece os veículos pela carga e os identifica. Até hoje não temos notícia da mosca negra aqui no estado e estamos tentando resguardar ao máximo nosso patrimônio. Temos que preservá-lo, porque senão haverá muita gente desempregada", diz. A mosca negra é uma das pragas mais temidas pela fruticultura. O que acontece é que a praga suga a seiva das plantas, deixando-as debilitadas, levando-as ao murchamento e, muitas vezes, à morte.
As perdas podem alcançar até 80% da plantação. A mosca negra expele uma secreção açucarada, induzindo o aparecimento de fumagina, um fungo que pode revestir completamente as folhas da planta, impedindo-a de realizar fotossíntese. Em altas concentrações, esse fungo interfere na formação dos frutos, prejudicando a produção e diminuindo o valor comercial do produto.
De acordo com Praxedes, a mosca negra pode atacar até 300 culturas diferentes. As principais culturas existentes no Rio Grande do Norte, como o caju, manga, maracujá, pinha, graviola e mamão podem ser potenciais alvos da praga. Apesar da proibição de entrada do carregamento de frutas vindo da Paraíba, a doença também pode se disseminar naturalmente na plantação. "Mas é um processo muito mais demorado", destaca. A forma mais eficaz de transmissão da mosca negra é por meio do transporte de frutas. Segundo o coordenador de fiscalização, foi assim que ela saiu do Maranhão e chegou até a Paraíba.
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de segunda-feira, 8 de março de 2010
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br