Economia Edição de quarta-feira, 10 de março de 2010
Safra de grãos deve crescer 8,5%
Estimativas do IBGE apontam que país deverá ter 145,1 milhões de toneladas este ano
Rio de Janeiro - A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar, em 2010, 145,1 milhões de toneladas. A estimativa de fevereiro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), supera em 8,5% a obtida em 2009 (133,8 milhões de toneladas) e em 1,2% a projeção de janeiro (143,4 milhões de toneladas) para o mesmo período.
A área a ser colhida deve totalizar 47,9 milhões de hectares, segundo o documento. A previsão é de aumento de 1,5% em relação à de 2009, de 47,2 milhões de hectares. Entre as três principais culturas, que respondem por 81,5% da área plantada, apenas a soja deve ter elevação em relação à safra do ano passado. O arroz deve ter redução de 3,8%, o milho, de 4,1, e a soja, acréscimo de 5,9%.
Apenas a soja deve ter aumento este ano na área plantada, embora os demais apresentem ganho de produtividade Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
Em relação à produção, o milho deve ter aumento de 2,6% e a soja, de 17,4%, enquanto o arroz deve apresentar retração de 5%. Entre as regiões, a previsão é que o Sul do país seja responsável pela produção de 60,8 milhões de toneladas, 16,1% a mais do que em 2009. O Centro-Oeste deve ter um acréscimo de 2,2%, atingindo 49,9 milhões de toneladas e o Sudeste deverá ter 16,4 milhões de toneladas, com queda de 4,2%.
No Nordeste, a safra prevista é de 14 milhões de toneladas (aumento de 20,6%); e no Norte, a estimativa é de 3,9 milhões de toneladas (expansão de 3,4%). O Paraná deve permanecer na liderança como maior produtor nacional de grãos, superando Mato Grosso em 1,4 ponto percentual.
Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou hoje projeções para a safra de grãos. Devem ser colhidos 143,95 milhões de toneladas, volume 6,5% superior aos 135,13 milhões de toneladas da safra anterior. A diferença entre os dados apresentados pela estatal e pelo IBGE se deve aos períodos avaliados. O instituto analisa a colheita de janeiro a dezembro, enquanto a Conab se baseia no ano-safra, que vai de agosto a julho.
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