O ex do mito Janis Joplin e notório pansexual se diz fã de Ademilde Fonseca e escravo do sexo e do rock
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
Se o espírito do rock fosse materializado ele teria o estereótipo de Serguei - nome artístico de Sérgio Augusto Bustamante. No livro do rock brasileiro, este senhor de quase 77 anos é destaque em capítulo dedicado às histórias inusitadas e folclóricas do rock nacional. Serguei é autêntico rocker man com mesma aura hippie de jovens de 20 anos. Quem comparecer ao Sancho Pub amanhã pode conferir um show inusitado de alguém cuja loucura sadia contamina desejos libertários de um mundo mais ameno e menos racional.
Serguei, no camarote do show do Rolling Stones em Copacabana, em 2006 Foto: Maria Tereza Correia/Estado de Minas
Após demorada e confusa conversa por telefone, duas impressões antagônicas: a de que o roqueiro estagnou na psicodélica década de 70 e vive entorpecido pelo slogan Paz e Amore pelo namorico com a branca de voz negra, Janis Joplin, ou que subiu os degraus do passado e chegou ao novo século antenado com as novas tecnologias e confusões do mundo moderno.
Serguei carrega mais de 11,4 mil leitores (ou seguidores) no Twitter. Lá, o roqueiro expõe intimidades nada convencionais, fruto da "liberada sexualidade" e da aura psicodélica ainda viva. São conluios com astros e estrelas da natureza. No último "post", uma mostra: "Acho que o sol deu uma piscadinha pra mim. Meu lado feminino acabou de ovular. I LOVE IT!". Em outro... "O sexo psicodélico faz bem pra pele e rejuvenesce a aura. Transas papai-e-mamãe são o cúmulo da caretice. SORRY!".
Mas para desgosto de muitos fãs do roqueiro, Serguei confidenciou ao Diário de Natal sequer possuir computador. O Serguei do Twitter é o amigo "Rafa", que liga para ele, ouve frases e posta no microblog. Outro mito atribuído a Serguei são as transas inusitadas com árvores e seres da natureza. Segundo o próprio, há muito folclore nos boatos, embora confirme que o pansexualismo é a liberação total do sexo, "mas não inclui animais". O boato surgiu a partir de um gozo junto a uma árvore - episódio relatado em programa de TV.
Serguei conversou com o Diário de Natal de sua residência, na paradisíaca Saquarema - vila carioca disputada por surfistasdo mundo inteiro. A ligação estava péssima. O entrevistado atropelava perguntas e falava o que queria. A residência, na verdade, é o Templo do Rock - um museu ambientado nos moldes da década de 60 e repleto de raridades, a exemplo da moto dirigida por Janis Joplin. Em casa, Serguei se diverte com as várias gerações de visitantes, sem se dar conta de seus quase 80 anos.
O visual bizarro, extravagante, hippie, autêntico, psicodélico e bem humorado é moldura de um "anjo maldito", como classificou o fã Paulo Coelho. Um vigor movido pelo espírito do rock e lubrificado pelo sexo. A tríade sexo, drogas e rock 'in roll é capenga para Serguei. "Sou escravo do rock e do sexo. Drogas, nunca usei. Eu disse a Janis que tinha medo de que ela fosse (morresse) cedo pelo vício. Com mais alguns dias ele morreu de overdose", disse o roqueiro.
Serviço
Serguei e banda Pandemonium
Onde: Sancho Music Bar (Rua Aristides Porpino Filho, 3163, Ponta Negra)
Data e hora: Amanhã, às 22h
Participação: banda Jack Black
Ingressos: na Pedrassoli Turismo (Rua Praia de Camurupim, 9019, Ponta Negra - 3219 5274).
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