Economia Edição de quarta-feira, 19 de maio de 2010
Coma bem, sem peso no bolso
É preciso ficar atento aos produtos que estão com o preço em alta para optar por outros equivalentes e mais baratos
Renato Lisboa // renatolisboa.rn@dabr.com.br
Como você protege o seu bolso dos aumentos dos preços dos alimentos? É preciso estar sempre ciente que, além da alimentação ter a maior participação no orçamento familiar, os seus preços em 2010 estão 5,19% acima da taxa de inflação, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).
Já com relação a abril, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve variação positiva de 2,25% e, nos últimos doze meses (abril de 2009 a abril de 2010), chegou a 4,47%. O IPC é calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema).
Valores da batata e do tomate estão em ascensão Foto: Cecilia de Sa Pereira/Aqui PE/D.A Press
De acordo com o chefe da equipe do IPC no Idema, Azaías Bezerra de Oliveira, a recente elevação nos preços se deve ao fenômeno conhecido como "seca verde", ou seja, os campos estão verdes, os animais estão pastando, mas a produção de alimentos hortifrutigranjeiros (frutas, verduras e hortaliças) é inconsistente, devido à irregularidade nas chuvas.
"Passamos por um inverno atípico, o que está refletindo nos preços dos alimentos. Alguns produtos, como o tomate, estão passando por uma alta exorbitante. Cheguei a comprar o quilo por R$ 0,50 neste ano, e vi recentemente por R$ 3,90. O preço da batatinha também está subindo", fala Oliveira.
Já entre os produtos que os preços estão caindo, ele aponta o arroz, cujo quilo caiu de R$ 1,90 para R$ 1,40 em dois meses. O diretor do IPC orienta as pessoas a continuarem comprando nas feiras livres, ao invés dos supermercados, geralmente menos flexíveis na cobrança dos preços.
"É importante não só comprar nas feiras livres, como também escolher a melhor hora para comprar, o chamado 'fim de feira'. Nos supermercados praticamente não há negociação com o cliente. A gente vê um produto bem maduro, mas a loja ainda assim não baixa o preço. Até estraga, mas eles não baixam", dá a dica Bezerra.
IPC
Pelo IPC de abril, o grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do orçamento familiar, apresentou variação de 3,74% em relação a março. Os itens que mais contribuíram para alta foram: Hortaliças e Verduras (20,51%), Tubérculos, Raízes e Legumes (16,42%) e Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (11,50%).
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, oito tiveram alta. Destaque para Legumes (21,10%) e Feijão (12,31%). A principal queda foi no Pão (-4,52%).
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