Ela é grande, famosa, poderosa. E quer você (e um monte de gente) ao lado dela. Na semana passada, apresentou 3,75 bilhões de motivos para tentar convencer todos a entrar para a família (ou seguir nela). Esta é a quantidade de novas ações - entre ordinárias e preferenciais - que a Petrobras vai ofertar ao mercado em seu processo de capitalização, marcado para 24 de setembro. A operação vai permitir à empresa conseguir dinheiro para investir no pré-sal sem se endividar. Bom para ela. E para os pequenos investidores, como você? Será que vale a pena abrir a carteira?
Aristides Cavalcanti, sócio da Finecap, afirma que o momento atual favorece a compra de ações da empresa Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Quem trabalha com ações no dia a dia diz que a resposta é "sim". Aristides Cavalcanti, sócio da Finacap, lembra que os leigos nos investimentos no mercado de capitais sempre pensam em duas empresas na hora de "estrear": Vale e Petrobras. "Como as ações da Petrobras caíram, é uma boa oportunidade. A pessoa tem que levar em consideração que estará comprando ações de uma boa empresa, a um preço relativamente justo, com a perspectiva dos resultados que serão gerados pelo pré-sal", comenta. Mas ele faz uma ressalva. É preciso ter uma visão de médio ou longo prazo para o investimento.
Um prazo que não deve ser menor do que cinco anos. Ou seja, pouco recomendado para quem tem uma visão imediatista da vida (e dos investimentos). Aristides Cavalcanti também recomenda aos marinheiros de primeira viagem aplicar um máximo de 20% das reservas financeiras. Por este princípio, quem tem R$ 5 mil guardados, portanto, poderia investir R$ 1 mil. E é justamente este o valor mínimo que pode ser aplicado pelas pessoas físicas que não são acionistas. O valor máximo chega a R$ 300 mil. Os interessados devem fazer o pedido entre os dias 13 e 22.
Para entrar no jogo, não custa lembrar, é preciso usar os serviços de um banco ou corretora. Outro detalhe: os "sem-ações" só serão atendidos na capitalização "se sobrarem" ações da chamada oferta prioritária. "Eu acredito que vai dar para todo mundo", diz Cavalcanti. A oferta prioritária vai distribuir até 80% da quantidade inicial de ações ordinárias e preferenciais e é destinada a quem já tem ações da companhia, compradas com recursos próprios, ou tem parte do saldo do FGTS investido nos Fundos Mútuos de Privatização (FMP). O período de reserva vai de 13 a 16 de setembro.
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Edição de quarta-feira, 8 de setembro de 2010
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