Colunas Edição de quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Editorial
Desempenho saliente
OAnuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa de 2008, incluindo também números de 2009, um estudo produzido pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diese), lançado em Brasília, traça um perfil desse egmento da atividade empresarial a realçar cada vez mais, de forma bastante significativa, sua função econômica e social e a contribuição que oferece ao conjunto das atividades produtivas. O Anuário utiliza as principais bases de dados sobre emprego e renda no país, como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Dieese.
De acordo com o levantamento efetuado e cujas conclusões e documento contém, verifica-se que dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil, 99,2% - ou seja, mais de 5,7 milhões - são empresas de micro e pequeno porte. Elas empregam,poroutro lado, 52,3% dos 24,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, o que corresponde a 13,1 milhões de empregados, dos quais 64,9%, o equivalente a 8,5 milhões, estão em cidades e regiões interioranas. Dos empregos interioranos, informa o anuário que mais da metade (4,5 milhões) está na Região Sudeste, 2,2 milhões na Região Sul, 967,7 mil no Nordeste, 449,3 mil no Centro-Oeste, ficando o Norte em último, com 246,5 mil empregos no interior.
Constata-se ainda, segundo os dados nele contidos, que de 2000 a 2008 aumentou de 4,1 milhões para 5,7 milhões o número de micro e pequenas empresas, representando um crescimento de 40%, acrescido o fato de que, no período, tais negócios também ampliaram o número de empregados com carteira assinada, passando de 8,6 milhões para 13,1 milhões, isto é, 4,5 milhões de novos empregos. A importância do estudo é assinalada pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, quando diz que "conhecer a realidade das micro e pequenas empresas e dos seus trabalhadores permite construir metodologias e políticas para aumentar a competitividade desses negócios e contribuir para o crescimento do país".
Entre as mudanças registradas observa-se, por exemplo, que de 2000 a 2008 as micro e pequenas empresas passaram a contratar trabalhadores com grau de escolaridade mais elevado, a ponto de o número de trabalhadores com o ensino médio completo ter subido de 21,4% para 41,7%. Enquanto isso, a contratação de empregados com o terceiro grau completo teve uma leve subida, passando de 3,4% para 4,7%. Registrou-se ainda, no levantamento efetuado, o aumento da remuneração média real dos trabalhadores na indústria, comércio e serviços.
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