Turismo Edição de quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Fique um pouco mais
Maragogi, em Alagoas, é tradicionalmente um destino onde os turistas apenas passam o dia
Ataide de Almeida Jr.
Entre duas grandes capitais brasileiras, Maceió (AL) e Recife (PE), existe um lugar em que os problemas das metrópoles podem ser facilmente esquecidos quando se observam as águas calmas e verdes do mar: Maragogi. O destino, que faz parte dos 185km da Costa dos Corais, é perfeito para deixar de lado as atribulações do dia a dia e curtir com todas as forças - ou não - a preguiça. Pacata, a cidadezinha vive da agricultura, da pesca e do turismo. E nesse último setor mora o grande desafio local: convencer o visitante a passar mais de um dia por lá. Hoje, cerca de 100 mil turistas vão a Maragogi apenas para o chamado day use. Já os que ficam pelo menos três dias na região somam "apenas" 30 mil, em média, durante a alta temporada. Se você quer se juntar à última turma, atividades não vão faltar para você curtir esse paraíso brasileiro.
Passeio de buggy pelos 22km de praias é uma das principais atrações Foto: Ataide de Almeida Jr./CB/D.A Press
O pecado da preguiça nunca pareceu tão fácil de cometer quanto em Maragogi. A cidade alagoana tem 22km de praias tranquilas e de uma beleza indescritível. A hospedagem em locais charmosos e aconchegantes - 18 pousadas, dois hotéis e dois resorts - contribui para a sensação de que o tempo vai demorar a passar. Outra atração são as piscinas naturais - e, consequentemente, parte da costa dos corais. A Praia do Burgalhau, a cerca de 3km do centro de Maragogi, é o local onde embarcam os turistas. O lugar tem boa infraestrutura, com piscinas, chuveiros, lojas de artesanato e um bar. Lá também é possível contratar serviços extras para aproveitar ainda mais o passeio, como um mergulho guiado de 20 minutos pelos corais.
Após a assinatura de um termo de ajuste de conduta entre os donos das embarcações que levam os turistas e a Associação do Trade Turístico de Maragogi e Japaratinga (Ahmaja), mergulhar nas piscinas naturais ficou mais agradável. Antes, elas recebiam mais de 2 mil pessoas por dia, que destruíam os corais, quando não arrancavam parte deles para levar como lembrança da viagem. Com o acordo, as visitas ficaram limitadas a 600 pessoas por dia. Há uma área demarcada em que as embarcações devem parar para não destruir os corais, e o consumo de alimentos está proibido dentro do mar.
Horários
Nos resorts e pousadas, há sempre indicações sobre os horários em que as marés estão mais baixas e torna-se possível aproveitar os passeios. Os catamarãs cobram, em média, R$ 60 para levar até as piscinas e ficam por lá por no máximo duas horas. Esses barcos também alugam máscaras de mergulho e possuem bebidas a bordo para os turistas. Se a proposta for um passeio mais privativo, o aluguel de lancha sai a R$ 500 para seis pessoas. A embarcação fica à disposição do cliente e pode ser usada para conhecer todo o litoral da cidade.
A grande atração fica por conta do mergulho guiado. Antes de se aventurarem no passeio submerso, os mergulhadores fazem um teste de adequação do turista para o uso do tubo de oxigênio. Se estiver tudo bem, um profissional acompanha o visitante e pede para que ele não toque em nada, apenas aproveite a volta. Já embaixo d'água, é possível chegar bem perto dasformações rochosas e observar a vida marinha. A empresa cobra R$ 60 pelo passeio. Com mais R$ 30 (preços sujeitos a alterações), o turista leva um CD com várias fotos subaquáticas.
Saiba mais
Como chegar
Maragogi fica quase à mesma distância dos aeroportos de Maceió (155km) e de Recife (125km). O visitante vai precisar alugar um carro ou contratar um serviço de traslado. Se for de carro, prefira a rodovia PE-60. Apesar de não permitir ver o litoral, a estrada está mais conservada. Por ser uma pista de mão dupla, o motorista pode enfrentar lentidão em alguns trechos por conta dos caminhões que transportam a cana-de-açúcar. Pelo caminho, tome cuidado ao passar pelas áreas de proteção ambiental. As placas que avisam sobre a presença de animais silvestres estão tampadas pela mata.
Buggy pelo litoral
Para percorrer os 22km do litoral de Maragogi, a melhor opção é contratar um dos buggies disponíveis próximos aos pontos de apoio, como o da Praia do Burgalhau. Por R$ 150, o bugueiro fica à disposição do visitante, que pode escolher onde quer parar para mergulhar e onde pretende comer.
Semana saborosa
Durante uma semana entre julho e agosto, Maragogi e Japaratinga promovem o Festival Gastronômico da Lagosta. No ano passado, 25 empresas das duas cidades participaram do evento, entre hotéis, pousadas e restaurantes. Em média, um prato para duas pessoas custa R$ 40, menos que a metade do preço praticado durante os outros meses. A Associação de Maragogi ainda não definiu a data para o início do festival em 2011, mas a expectativa é de aumentar o número de restaurantes e variar o cardápio para os participantes.
Bolo de goma
Conhecidos como sequilhos em algumas regiões do país, os bolos de goma fazem parte da cultura gastronômica de Alagoas. Barraquinhas nos acostamentos das estradas e lojas dentro da cidade de Maragogi vendem os biscoitos. Os mais famosos são os feitos por Marlene Lima Santos, ou simplesmente Tia Marlene. Ela vive no Povoado de São Bento, a 3km do centro de Maragogi. Os ingredientes básicos são polvilho, açúcar e amido de milho. O pacote com 500g sai por R$ 6.
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