Livre adaptação repleta de surpresas cênicas será apresentada neste domingo, no Teatro Alberto Maranhão
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
A essência da peça é menos profunda do que a sátira ao "paraíso comunista" russo pretendida pela Revolução dos Bichos, do inglês George Orwell. Mas a peça Os quatro amigos Saltimbancos, encenada neste domingo no Teatro Alberto Maranhão, às 17h, tem lá suas ironias. Nada ao alcance da criançada aberta à compreensão da mensagem de união dos diferentes povos deixada pela livre adaptação da peça ao Os Saltimbancos, de Chico Buarque.
Os Saltimbancos não é propriamente uma peça criada pelo gênio compositor vencedor do último prêmio Jabuti de literatura. Chico Buarque se inspirou no conto dos irmãos Grimm, chamado Os Músicos de Bremen e tornou o conto dos alemães praticamente um clássico dos musicais brasileiros há mais de 30 anos. A peça narra a história do encontro de quatro animais (um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata), que devido a maus tratos, fugiram de seus patrões e descobrem a força na união.
Embora muito diferentes, eles buscam um único propósito: fugirda opressão de seus antigos donos. Até formam um grupo musical e rumam à cidade para começar a carreira artística. No caminho encontram um local apto a ser o novo lar, mas também uma placa proibindo a entrada de bichos. Olham pela janela e enxergam seus antigos donos. Mas decidem enfrentar a tirania dos patrões. Os bichos vencem e chegam à conclusão de que unidos conseguirão superar todas as dificuldades. E a partir daí constroem uma sólida amizade.
A encenação criada pela Cia. Teatral Monicreques para essa fábula musical vem cheia de inovações e efeitos lúdicos. Atores profissionais envolvem crianças e adultos ao longo desta aventura. A gata vaidosa (atriz Analu Campos), uma galinha cansada de pôr ovos (Thyana Câmara), um cachorro com distúrbios psíquicos provocados na guerra (Zezo) e um jumento trabalhador (Paulo Assunção) são dirigidos por Clenor Junior, fundador da Cia.
União
Esses personagens aprendem a conviver com as diferenças uns dos outros, encontrando juntos a superação para cada dificuldade encontrada através da amizade. "A amizade e união entre os bichos são as características fundamentais da peça. Também a questão dos maus tratos do homem com os bichos. Então, é uma peça válida para a criança ao adulto pois trata da necessidade de convivência do homem com o bicho", explica o diretor Clenor Junior.
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Edição de domingo, 13 de março de 2011
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